COMO LER RÓTULOS II - MISSÃO POSSÍVEL



Não é fácil escolher produtos de higiene pessoal saudáveis! Ler os rótulos então... No mercado, existem mais de 10.000 produtos cosméticos e de higiene pessoal e 99% deles possui um ou mais ingredientes que nunca foram avaliados como sendo seguros para uso humano. Um consumidor consciente não cai no canto da sereia da indústria química. Ele sabe, por exemplo, que alguns termos são usados para confundir os mais desavisados: 

“Para Uso Profissional”: esta frase permite que as empresas retirem algumas substâncias químicas dos seus rótulos. 

“Hipoalergênico”: nenhum teste é necessário para a empresa anunciar que um produto é “hipoalergênico” ou “para peles sensíveis”. Não há nenhuma regulamentação que diga que a empresa deve provar sua alegação. Usualmente, quando a empresa diz “dermatologicamente testado”, significa que ela raspou uma pequena área da pele de um coelho, aplicou o produto e esperou para ver se ficou vermelho; se não ficou, pronto: pode colocar o frase no rótulo. 

“Aprovado pela Associação X”: cuidado, as associações cobram para que os produtos exibam seu selo de qualidade. E nem sempre os critérios são claros. Na dúvida, entre em contato com a associação que aprovou o produto e peça maiores informações sobre como eles chegaram à conclusão de que era seguro. 

“Natural” ou “Feito com Ingredientes Naturais”: para poder colocar esta frase em um produto, basta que um dos ingredientes (nem precisa ser o ativo) seja natural. Ele pode estar carregado de substâncias químicas perigosas, mas pode receber o nome natural se houver um único ingrediente natural.

Por Dr. Carlos Braghini, especialista em quiropraxia e autor do livro Ecologia Celular.

ALTERNATIVAS + SEGURAS DE PROTEÇÃO SOLAR

Foto © Paulo Fabre. 
Já compartilhei com vocês aqui as minhas razões para pensar que não precisamos usar indiscriminadamente e de forma contínua o protetor solar, devido à relação da exposição ao sol versus a absorção da vitamina D, e os erros comuns no uso deste tipo de produto. Mas existem situações onde necessitamos ficar expostos por mais tempo e a proteção se torna obrigatória. Então vou dar uma sugestão simples e fácil: a maneira mais simples de se proteger do excesso de sol é... vestir uma roupa! Sim, as roupas oferecem uma proteção solar equivalente ao uso de um FPS 15. Ficar embaixo do guarda-sol também é uma estratégia adequada. 

Se isto não for o suficiente, é necessário o uso de um protetor solar seguro e eficaz. Isto deveria ser fácil e os produtos em tese, seguros. Mas o uso de protetores solares convencionais acaba por introduzir em seu corpo uma carga absurda de toxinas que, na verdade, aceleram o câncer de pele e, por chegarem à corrente sanguínea, produzem efeitos tóxicos sistêmicos, incluindo desequilíbrio hormonal, e acabam não protegendo como deveriam. O protetor solar ideal seria aquele que utiliza como ingredientes ativos óxido de zinco e dióxido de titânio, e que não contém derivados de petróleo. Também não deve conter vitamina A ou seus derivados, como retinol e retinilpalmitato.

Pode parecer estranho, mas a vitamina A é um aditivo perigoso. A indústria a usa por ser um antioxidante que deveria retardar o envelhecimento da pele. Entretanto, o Environmental Working Group identificou que alguns tumores e lesões em animais de laboratório aumentam sua taxa de desenvolvimento em até 21% quando se usa um creme contendo vitamina A do que os que não a contém. Mesmo que não se tenha nada comprovado quanto ao uso em humanos, esses resultados mostram que é prudente evitá-los. A não ser que você tenha o desejo de ser cobaia. Verifique também se o seu filtro protege tanto dos raios UVA quantos dos UVB.

Por Dr. Carlos Braghini, especialista em quiropraxia e autor do livro Ecologia Celular.

SMOOTHIE DE BANANA E CHOCOLATE

Atendendo a pedidos, resolvi compartilhar essa receita deliciosa de Smoothie de Banana e Chocolate, para aqueles dias que a gente merece um carinho... 

É uma ótima alternativa para um lanche saudável, delicioso e com menos calorias que um milkshake tradicional. Boa para os alérgicos de plantão, porque não contém lactose, a cremosidade fica por conta das amêndoas - sou super fã delas, e inclusive faço Leite de Amêndoas em casa também, que é mais saudável e menos processado que o leite de soja. Além de gostoso, é super fácil de fazer, veja a receita abaixo. 

Ingredientes:

1 banana congelada, sem casca
1/2 copo água filtrada
4 amêndoas
2 tâmaras 
1 colher de chá de cacau em pó orgânico (sem açúcar)
1 pitada canela

Modo de fazer: 

Bata a água, as amêndoas e tâmaras no liquidificador até virarem um líquido homogêneo. Acrescente depois a banana congelada, o cacau e a canela. Experimente também substituir as tâmaras por passas ou ameixa seca. 



DICAS PARA TOMAR SOL E A VITAMINA D


Continuando a minha séria de recomendações pouco convencionais desde o post Erros no Uso do Protetor Solar, a melhor hora para tomar sol e produzir vitamina D em níveis adequados é por volta do meio-dia, quando a incidência de UVB é maior, e não naquele solzinho fraquinho da manhã ou da tarde. Quem vive em regiões próximas à Linha do Equador não tem tanto com o que se preocupar, mas aqueles que vivem em latitudes mais altas talvez não produzam vitamina D suficiente mesmo nos dias ensolarados.

A luz ultravioleta B (UVB) – aquele tipo necessário para a produção de vitamina D pela pele – varia dramaticamente de intensidade com a localização geográfica, época do ano, hora do dia, grau de nebulosidade etc. Isso significa que, muitas vezes, você pode até achar que está produzindo vitamina D suficiente num belo dia ao ar livre, mas pode não estar. Precisamos de 290 a 300 nm (comprimento de onda) de UVB para produzir vitamina D, algo que pode acontecer somente no meio do dia nas latitudes maiores. A cor da pele também tem sua influência: cor escura (alta pigmentação) significa menos síntese de vitamina D por minuto de exposição à luz UVB. Sob ótimas circunstâncias, nossa pele sintetiza entre 10.000 e 20.000 UI de vitamina D em 30 minutos. Pessoas que não vivem em locais ensolarados, que evitam a luz solar ou que somente saem à rua com protetores solares possuem níveis perigosamente baixos de vitamina D circulante em seu sangue. 

Para corroborar com esta tese, as taxas de câncer de todos os tipos (não só de pele) são mais elevadas em países com baixa exposição solar. O mesmo ocorre com doenças graves, como esclerose múltipla. Vitamina D baixa no sangue é igual a maior mortalidade e por maior acometimento a todos os tipos de doenças. Por isso, o ideal seria não usar protetor solar de espécie alguma. E também deveria ficar exposto ao sol o tempo suficiente para sua pele ficar vermelha e produzir vitamina D. Qualquer exposição adicional traz riscos e nenhum benefício à sua saúde. Depois disso, voltar para casa e não tomar banho completo, quer dizer, o ideal é só lavar as partes íntimas com sabão, e evitar esfregar a toalha na pele. Mas existem situações onde necessitamos ficar expostos por mais tempo e a proteção se torna obrigatória, então veja as minhas dicas no próximo post.

Por Dr. Carlos Braghini, especialista em quiropraxia e autor do livro Ecologia Celular.

O TEMPO QUE A BELEZA NOS TOMA


Não tem jeito. Nesse mundinho apressado, estressado e poluído, a gente não pode deixar de se cuidar. Com um agravante: ninguém quer parecer que está envelhecendo. Por dentro e por fora. O problema é que cuidar da nossa saúde e da nossa aparência exige atenção e, principalmente, tempo.

Investimos em tênis, uniformes, academias, exercícios, estúdios de pilates e de ioga, apostando na silhueta e no bem estar. E quem não está matriculado, está por fazê-lo “amanhã”, meio “em culpa”. Quantas horas por semana, mesmo? No caso das mulheres – e do crescente contingente de metrosexuais - o tempo para esses cuidados se amplia. Há desde os salões de cabeleireiros, dermatologistas e centros de estética até o dia-a- dia no chuveiro e nos intermináveis “retoques” em frente ao espelho. Quantos minutos por dia, mesmo?

A cada dia, um novo produto “milagroso” tem surgido para tentar corrigir ou mascarar as mínimas imperfeições, para valorizar os menores detalhes, para retardar os inevitáveis processos de desgastes. Mas nem tudo que “reluz é ouro” e muitas das promessas não se cumprem. E o que é pior, muitas das substâncias químicas que compõem essas fórmulas mágicas são nocivas á nossa saúde, especialmente quando se acumulam em nossos organismos.

Produtos orgânicos e naturais têm surgido como resposta a estes dilemas, se apresentando como escolhas que permitem atender aos dois lados da questão –beleza e saúde - quase sempre tomando partido da riqueza da biodiversidade do Brasil. Parece fazer sentido adotá-los, simplificando nossas decisões e deixando de desperdiçar tempo com as eventuais conseqüências de escolhas erradas.

Por Alvaro Esteves, autor do blog Tempo Orgânico.