BELEZA E BEM-ESTAR PARA OS ALÉRGICOS


 

Um dia, muito anos atrás, eu saí do banho chorando. Não era desses choros compulsivos, apenas me escorriam lágrimas pelo rosto ainda molhado. Já lidava, fazia algum tempo, com as manifestações do que o médico recém-batizara de “doença respiratória crônica”, um nome sofisticado para asma. O problema é que, descobriria eu depois, uma alergia nunca vem sozinha. E aos poucos eu fui tirando coisas como esmalte, alguns corantes – principalmente o amarelo – e me adaptando à nova vida. Só que ficou bem chato quando passei a ter um tipo estranho de coceira. Nesse dia em que saí do banho chorando, achei que finalmente tinha me tornado alérgica a água.
Felizmente, eu estava errada. Mas foram precisos muitos anos, alguns médicos – uns sérios, outros nem tanto – e para eu descobrir, meio por acaso e com a ajuda da Renata Esteves, que sou alérgica aos parabenos, os conservantes mais comuns usados em cosméticos e em alimentos (sim, por que eu também tenho algumas alergias alimentares). Uma rápida consulta no Google fará o leitor descobrir a enorme controvérsia que envolve a regulação e o grau de segurança do uso dos parabenos.
Mas como o meu tema é a coceira, sigo adiante. Depois de relatar minhas alergias a um clínica geral, fui indicada a um alergista. Corria o ano de 2006 quando ele me fez uma série de testes, mas o parabeno não estava entre os perigos testáveis. E, segundo ele, coceira era coisa psicossomática e eu deveria procurar um psiquiatra. Desisti da saga contra a coceira e achei que o único jeito era me acostumar com ela. Ora melhorava, ora piorava, mas vida que segue.
Até que um dado momento, além de coçar, a minha pele ficou completamente ressecada, quebrada mesmo, parecia a superfície do deserto de Atacama. E eu fui parar numa dermatologista. Não era a primeira, mas a anterior havia receitado a velha combinação entre sabonete líquido e creme, e os dois me davam coceira e dor de cabeça. Mas como ninguém acredita que você tem dor de cabeça quando usa um sabonete, eu estava cansada de não ser levada a sério e simplesmente havia desistido.
Mas a secura tinha um aspecto não só feio, como poderia ser indicação de uma doença sistêmica. Foi quando fui para a segunda dermatologista, que é bárbara. Na verdade, o certo é dizer, é médica. Pediu exames, investigou um monte de coisas. Nessa investigação eu fiz duas biópsias de pele e fui a mais dermatologistas ouvir opiniões. Curioso notar que todos eles relatavam o aumento de número de pacientes alérgicos…
Em cada um, um diagnóstico. Um deles me disse uma coisa importante que despertou minha atenção: ele receitaria um determinado sabonete líquido que tinha o menor grau de detergente do mercado. Por que tudo que faz espuma tem detergente e resseca. E eu pensei, no meu caso, além de ressecar, dá coceira...Fui embora para casa com aquela informação, não havia nada sistêmico, e eu até melhorei com a nova combinação entre outro sabonete líquido e outro hidratante. Mas continuava a me coçar.
É neste momento da história que entra a Renata. Um dia, ouço ela contar dos produtos maravilhosos com os quais está trabalhando. São naturais (naturais mesmo, me explica, horrorizada ao descobrir que, para a lei brasileira, basta que o produto tenha um percentual mínimo  de ingredientes naturais para que receba o rótulo), orgânicos, não são testados em animais, fazem efeito, mas as pessoas estranham, dizia ela, por que quase não faz espuma.
 
Lembrei imediatamente do dermatologista, do detergente, e resolvi experimentar. Comecei com um shampoo para couro cabeludo sensível e amei. Passei para o creme de rosto, um item básico da rotina que feminina que estava fora da minha vida há uns 10 anos. E hoje todos os meus cremes, sabonetes, óleos, tudo vem da Beleza Orgânica. O resultado? Bom, eu não tenho mais coceira nem vontade de chorar no banho, os preços são muito mais em conta do que todos os produtos importados que os médicos receitam, e o leque de ofertas só faz crescer.  O desodorante, por exemplo, é espetacular, livre de metais pesados e de todo tipo de ameaça (principalmente para mulheres, por causa do câncer de mama). Hoje, além de confiar nos produtos da Renata, confio apenas nos dois ou três médicos de quem, nesse processo, ouvi o conselho de não comprar determinados produtos ou remédios: “Só serve para dar dinheiro para a indústria farmacêutica”.
Carla Rodrigues é jornalista, professora da PUC-Rio, e autora do blog contemporânea, em  www.carlarodrigues.com.br

9 comentários:

  1. Me identifiquei totalmente! Porém no meu caso quem "me salvou" foi a Sachi, da loja virtual SACHI Cosméticos Naturais (não sei se já conhecem, pois é a primeira vez que eu leio esse blog). Hoje em dia eu tento usar somente cosméticos naturais, mas é difícil encontrá-los por aí, e ainda mais difícil achar um preço viável pois eu moro no nordeste, então o preço do frete é sempre um absurdo.

    Martina

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  2. muito bom seu depoimento, realmente os produtos naturais são eficazes e depois que conhecemos, não queremos outra coisa!

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  3. Amei as dicas, o texto, tudo muito legal! beijos
    www.vivaverdevivabem.blogspot.com

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  4. Seu blog é mt bacana. Dicas bem legais.
    Estou seguindo.
    Espero sua vsita tb.
    http://superveggs.blogspot.com
    Face: http://facebook.com/SuperVeggs

    BEIJOS!

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  5. Conheci seu blog hoje, gostei muito muito do post!!! Eu nao fazia ideia que os produtos quimicos podiam fazer tao mal assim.
    Estou mudando pra produtos organicos porque tenho a pele sensivel (fica avermelhada com facilidade), e tem sido melhor pro meu cabelo tambem.

    Bjs, adorei seu blog!
    www.blogeuquefiz.wordpress.com

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  6. Adorei o post.
    Mostra cada vez mais a importância dos produtos naturais na área da beleza e do bem-estar feminino.

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Olá, obrigada pelo seu comentário! Equipe Beleza Orgânica