OS RISCOS DOS PRODUTOS DE BELEZA


Se você está lendo este artigo neste blog é por que se preocupa não só com a estética, mas com sua saúde. E é óbvio que você em suas andanças pela internet já leu ou recebeu informações sobre a toxicidade de alguns produtos de beleza. E é também muito provável que tenha ficado confusa com informações frequentemente desencontradas. Vou tentar colocar ordem na casa apresentando um panorama sobre os cosméticos, e o que parece ser consenso entre os especialistas em saúde. Mas antes de tudo, mesmo os textos alarmistas, contendo alguns exageros, estão certos num aspecto: os cosméticos são uma das principais fontes de contaminação por toxinas a que as pessoas se submetem, dia após dia. Mesmo que seus produtos sejam comprados em lojas “naturais” ou tragam em seus rótulos qualquer outro título fruto do marketing verde. Aprender a se proteger pode fazer toda a diferença, até porque é sempre bom lembrar que o maior órgão do corpo humano é a pele.

Aos questionamentos sobre a segurança do uso de certas substâncias tóxicas, a indústria de higiene pessoal geralmente se defende dizendo que elas são usadas em pequenas quantidades e que não causariam problemas maiores. Na verdade, apesar de estarem realmente em pequenas quantidades, fica cada vez mais claro que sua toxicidade ocorre por dois fatores concomitantes: uso cotidiano e efeito sinérgico. Produtos de beleza são usados de forma contínua, todos os dias, isto é: xampus, cremes, maquiagem, hidratantes etc. Isto significa que você usa em seu corpo produtos que contém toxinas em pequenas quantidades, mas que vão se acumulando progressivamente.

Seu corpo possui uma maquinaria enzimática que foi desenvolvida ao longo de milhões de anos, baseado no tipo de substâncias que entramos em contato ao longo de nossa história na Terra. Só que o desenvolvimento da indústria química atual nos faz entrar em contato com substâncias que nunca existiram antes e que não existem na natureza. Se não são adequadamente metabolizadas e eliminadas, acabam se acumulando em nosso corpo. E é esse efeito cumulativo que traz riscos potenciais. A outra questão envolvida é que a máxima de que “o todo é maior do que a soma das partes” cabe bem aqui. O corpo pode até conseguir lidar com pequenas quantidades de uma toxina, mas um produto de beleza contém muitas “pequenas quantidades” juntas. E uma acaba por potencializar o efeito tóxico da outra, daí o efeito sinérgico.

Sim, minha amiga – digo amiga, pois os homens sofrem também, mas em menor proporção. Não sei por vocês, mas imaginem uma criança que pinta as unhas ou usa maquiagem: com que idade ela começa a usar produtos de maquiagem e beleza? 14, 15, 18, 20? Não importa quando comece, mas agora pense comigo: quando ela irá para de usar estes produtos? 60, 70, 80, 90? É uma vida inteira acumulando “pequenas” quantidades de inúmeros produtos químicos. Esta é a razão principal deste artigo: alertá-la para que possa se defender e minimizar a exposição às toxinas e outras substâncias.



Por Dr. Carlos Braghini Jr., especialista em quiropraxia e autor do livro Ecologia Celular.

Um comentário:

  1. Apoio este post. Por isso que comecei a substituir todos os meus cosméticos por orgânicos. Muita gente me acha doida ou fresca, mas vou fazer o que acho que é melhor pra minha saúde.

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