PINTAR OS CABELOS – UM RISCO PARA A SAÚDE


Mesmo as mulheres preocupadas com a saúde, e um estilo de vida saudável, que defendem o meio ambiente e os animais justificam o uso de coloração para os cabelos para “cobrir os cabelos brancos”. Bem, falei mulheres por ser a maioria, mas calcula-se que, no Brasil, 15% dos homens acima dos 40 anos também pintam o cabelo. E não adianta se enganar dizendo para si mesma que pintar os cabelos a cada 4 ou 6 semanas é seguro. O couro cabeludo é altamente vascularizado e, por isso mesmo, capaz de absorver mais prontamente as toxinas das tinturas e distribuí-las através do corpo todo.

O Environmental Working Group possui em seu banco de dados 945 corantes e tonalizantes para o cabelo, e menos de 50 são considerados seguros. O restante possui em sua composição toxinas ligadas ao câncer, alterações no desenvolvimento sexual e reprodutivo, neurotoxicidade, alterações imunológicas, agressão a órgãos ou sistemas, além dos mais comuns: alergias e irritação que atingem os olhos, pele e pulmões.

Para ser mais específico, é provável que dentre os ingredientes do produto que você usa existam coisas como: parafenilenediamina e tetrahidro-6-nitroquinoxalina (ambos cancerígenos e responsáveis por danos no material genético de animais); alcatrão (presente em 71% das tinturas de cabelo; além de ser carcinogênico, mulheres expostas possuem 25% mais chance de desenvolver leucemia); formaldeído ou formol (cuja legislação tem tentado banir dos produtos para cabelos nos últimos anos, por ser um conservante ligado ao câncer, e à toxicidade para o sistema reprodutivo e o desenvolvimento fetal); DMDM Hidantoína ou dimetilhidantoína (outro conservante conhecido por sua toxicidade ao sistema nervoso que é banido de outros países, como o Japão).

A lista pode ficar interminável e o post enorme, se eu relatar tudo o que pode conter nesses produtos. Isso sem contar que os fabricantes muitas vezes escondem seus ingredientes em nomes diferentes ou números. O caso da DMDM Hidantoína que falei acima é emblemático: algumas empresas dizem que não contém formol no produto, mas adivinhe qual é o produto liberado pela ação dela? Acertou quem disse FORMOL. Interessante, não? A indústria não é boba, mas quer nos fazer de bobos.

Não é à toa que mulheres que usam tintura pelo menos uma vez ao mês possuem uma chance duas vezes maior de desenvolver câncer de bexiga do que aquelas que não pintam o cabelo. Outro estudo identificou que mulheres que pintam o cabelo por mais de 20 anos dobram o risco de desenvolver artrite reumatoide. Independente de trabalhos científicos é importante que você saiba que a toxicidade pode aumentar ou diminuir dependendo do tipo de tintura que usa e sua composição química. Na teoria, você não deveria colocar em seu corpo nada que não possa ingerir. E se você está grávida ou amamentando, por favor, afaste-se desse tipo de produto: o impacto sobre a saúde de seu filho pode ser devastador.
 
Por Dr. Carlos Braghini, especialista em quiropraxia e autor do livro Ecologia Celular.


MASSAGEM AYURVÉDICA


Há tempos eu ando curiosa para saber mais sobre a Ayurveda, filosofia milenar indiana que visa à prevenção e o equilíbrio da saúde, a busca da longevidade com qualidade, e que também preza pela beleza interior e exterior. Isto é feito através da alimentação, exercícios físicos, tratamentos medicinais fitoterápicos, tratamentos de beleza, meditação, devoção, uma busca por uma conduta ética com os outros e o planeta, e o mais importante, o autoconhecimento. 

E nada melhor do que uma massagem, maneira prática de sentir e começar a conhecer os princípios da Ayurveda. Aprendi que sou Pitta, um dos biotipos, ou doshas - Vata, Pitta e Kapha - por isso a terapeuta escolheu o óleo de coco com óleo essencial de lavanda. A técnica usada foi a Abhyanga - uma palavra que vem do sânscrito e significa untar, friccionar com óleo. É uma massagem relaxante básica, que aumenta a imunidade, melhora a digestão e leva a um sono mais tranquilo e reparado. Remove as tensões, e promove a vitalidade, ajudando assim no processo de rejuvenescimento. A ela podem ser incorporadas outras técnicas mais específicas de tratamento médico ou estético, de acordo com a necessidade da pessoa. 

Tenho que dizer que não é como outras massagens que já experimentei, onde se trabalha cada parte do corpo, mas no final parece que há uma desconexão entre elas. Os movimentos são contínuos e largos, com o objetivo de integrar toda a energia do ser, corpo e mente - o que faz toda a diferença! O óleo morno é usado em pontos chaves para abrir os chackras, desbloquear a energia onde está acumulada, e o seu toque é muito agradável e acolhedor. Foi uma experiência incrível, e super recomendo! Contato abaixo: 




Mabel Balthazar - Massagista Ayurvédica 
Atendimento à domicílio Tel: 21 8606-8000

MAQUIAGEM FEITA EM CASA

Foto de Shannon Marie, do blog Rawdorable
Fiquei encantada com um blog que encontrei nas minhas pesquisas essa semana, e queria dividir com vocês...É o Rawdorable, da Shannon Marie, uma americana que escreve sobre várias coisas, mas principalmente culinária vegana e raw. Recentemente ela fez uns posts e vídeos super bacanas junto com  a filha, mostrando como fazer maquiagem natural em casa! 

As idéias são tão simples e fáceis de fazer que fiquei impressionada: um lip & cheeck stain, tintura à base de beterraba que pode ser usada como blush ou batom, e um gloss à base de óleo de coco, extrato de baunilha e canela. Achei também uma receita de blush de cacau inusitada no blog Logical Harmony, à base de açúcar, maisena, cacau em pó e canela.

Por coincidência, ultimamente tenho ouvido falar de algumas pessoas que fazem seus experimentos em casa para criar sua própria maquiagem. A Malu Paes Leme, do blog Alimentação Inteligente fez um vídeo onde  usa a amora como substituto da sombra, lápis de olho, rímel e batom, e suco de beterraba para colorir as bochechas. Também já ouvi falar da mistura de carvão e óleo de rícino, que pode ser usada como delineador de olhos. 

Claro que não dá para substituir todos os itens das vaidosas e amantes da maquiagem de plantão. Mas pode ser uma atividade lúdica e divertida para fazer em casa com as crianças por exemplo. A vantagem é que você sabe todos os ingredientes que está colocando, mas é preciso ter cuidado, porque pelo fato de não levaram conservante, não terão a mesma durabilidade de uma maquiagem convencional. Mas o gloss eu pretendo adotar com certeza, já uso óleo de coco nos labios e adoro!

VAMOS DEIXAR OS ANIMAIS EM PAZ?

Empresas internacionais como a Aveda, Body Shop e Kiss my Face há décadas adotaram a postura de produzir cosméticos cruelty-free. Várias celebridades conscientes desenvolveram linhas de cosméticos não testadas em animais, como a as modelos Josie Maran, Christie Brinkley e a designer Stella McCartney - que também está a frente do movimento Meatless Monday, que tem o equivalente no Brasil, o Segunda Sem Carne. Mais recentemente, várias grandes empresas como a Clinique, Tarte e Almay também aboliram essa prática. 

Em março de 2009, a União Européia proibiu os testes em animais na indústria de higiene pessoal, para checar irritações na pele, sensibilidade à luz e toxidade aguda. A decisão se estendeu também a banir a importação de cosméticos que contenham ingredientes que tenham sido testados em animais. E as empresas europeias tem até março de 2013 para abolir completamente testes referentes a toxidade de longo prazo. Nos EUA, não existem leis de proteção aos animais desta natureza, o mais próximo é o projeto de lei Safe Cosmetics Act of 2011, que ainda não foi implementado, mas encoraja o desenvolvimento de alternativas a testes em animais. 

Segundo Nancy Beck, doutora em microbiologia e imunologia, a ciência evoluiu, e agora já temos  tecnologia que nos permite assessar a segurança sem precisar testar nos bichinhos. O maior problema é que a falta de regulamentação adequada permite que empresas divulguem que não testam em animais, quando na realidade isto não se aplica a todos os ingredientes usados na fórmula, ou terceirizam os testes para outras empresas. Para uma lista de cosméticos comprovadamente cruelty-free, recomendo olhar as listas de empresas nos sites do PETA  e do Leaping Bunny, organizações que se dedicam à conscientização das pessoas e a proteção dos animais.

Post baseado no artigo “Leaving Animals Out of the Cosmetics Picture” publicado no NY Times de 28 de dezembro de 2011.